quarta-feira, 26 de junho de 2013

Saúde: Pacientes pré-diabéticos têm o funcionamento de nervos comprometido

 
O exame de tolerância à glicose alerta: os níveis de glicemia chegaram ao ponto de uma intervenção. O paciente está na pré-diabetes, situação em que sociedades médicas ao redor do mundo definem como o estado prévio à instalação da doença metabólica. Paciente comunicado, riscos conhecidos. Ainda assim, poucos veem nessa etapa a oportunidade de evitar, ou pelo menos adiar, as consequências da enfermidade, como cegueira, problemas cardiovasculares, insuficiência renal e neuropatias. A maioria adota a postura do “quando complicar, eu cuido”. Por isso, o termo pré-diabetes vem sendo alvo de críticas por alguns especialistas. Afinal, o quadro, além de interpretado erroneamente por pacientes, já traz comprometimento de nervos e artérias.

“Esse nome é um desserviço à medicina. De pré, o pré-diabetes não tem nada. Já é diabetes e aumenta os riscos de mortalidade do paciente”, alerta Saulo Cavalcanti, diretor da Federação Latino-Americana de Endocrinologia. O ponto positivo da condição é que esse paciente tem a chance de mudar precocemente o curso da doença. Em termos de prevenção, segue como palavra de ordem a mudança no estilo de vida. O engajamento em se cuidar, adotando uma alimentação saudável e um programa regular de exercícios físicos, foi tema recorrente no 73º Congresso da Associação Americana de Diabetes (ADA), que terminou ontem, em Chicago. 


Fonte: Pernambuco.com

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