sábado, 14 de abril de 2018

Madrugada na UMC: Pacientes ficam esperando atendimento enquanto médicos dormem.

 Crédito da foto: Danielle Nurse
O que vou relatar aqui não se trata de uma experiência denunciada por terceiros, mas sim, uma experiência vivida por mim na madrugada desta sexta-feira (13).

Descaso - Por volta de 1:30h da manhã chego com meu noivo a Unidade Mista do Carpina com nosso bebê que apresentava um quadro de vômitos constantes, lá já se encontrava uma outra paciente "cansada", como se diz no popular, esperando pelo médico para receitar uma nebulização. Esperei até pouco, cerca de uns 15 minutos. Em determinado momento vi o segurança perguntando para a técnica de enfermagem: "você bateu lá?"(quarto do médico)- ao que ela respondeu: "eu não, já fui lá chamar duas vezes" - afinal, como eu disse no início da matéria, quando cheguei havia outra paciente na frente, perguntei a mesma há quanto tempo ela estava esperando e ela disse que cerca de 40 minutos.

Antes de mais nada, a respeito a técnica de enfermagem, a defendo até porque, já trabalhei na unidade e passei pela mesma coisa. É constrangedor demais ter que ficar chamando um médico por várias vezes quando ele não quer acordar e deveria saber de suas obrigações e muitas vezes eles ficam irritados conosco. Não é obrigação da técnica.

Mas sobre o plantão. Plantão é estar a postos, de prontidão, assim como estavam os dois técnicos de enfermagem quando cheguei, mas que só podiam fazer algo depois que o médico receitasse. Enfim, pela lógica se existe mais de um médico naquela unidade, o sensato é dividirem os horários, enquanto um descansa, o outro fica em alerta, assim como fazem os técnicos, os recepcionistas, enfim.

Aquela mulher que lá estava esperando há quase uma hora para nebulizar, de repente teria que acordar cedo assim como meu companheiro para trabalhar, todos tem suas obrigações, poderia ser uma caso com necessidade de atendimento imediato.

Enfim, quando o médico chegou bocejando, não nos atendeu mal, é bom registrar, mas pecou, por fazer uma mulher asmática, e uma família com um bebê esperarem sua boa vontade. O nome do médico, é Victor.

De forma alguma quero fazer apologia aqui contra a gestão Botafogo, até porque criticar é fácil, não quero criticá-lo e nem a secretária de saúde, não neste caso. Infelizmente o prefeito não pode estar em todos os lugares ao mesmo tempo. Fazer com que todo membro de uma equipe, principalmente grande como a da prefeitura, cumpra sua função devidamente não é fácil. Essa queixa em relação aos médicos infelizmente se dá em todas as gestões, e já teve gente que foi a óbito por não ter recebido atendimento imediato, isso é grave, é desumano. Acho que a direção e vice do hospital, também deveriam se revezar num plantão de 24 h para observar essas coisas. Como diz o ditado: "Quando os gatos saem, os ratos fazem a festa"

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