terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Falta de informação pode levar ao sacrifício de cães com leishmaniose visceral canina




Andam matando adoidado os animais contaminados. Eles fazem terrorismo com os donos que vencidos, permitem a eutanásia. É muito fácil ser prático com a vida dos outros!
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Doença transmitida por mosquito passou a ter tratamento reconhecido pelo governo desde setembro, não sendo necessário o sacrifício do animal

Manter a carteirinha de vacinação do animal de estimação atualizada é muito importante, não só para a saúde do animal, mas também para proteger o dono e a população em geral. Conforme especialistas, a vacina continua a ser o método de prevenção mais confiável e eficaz
contra as doenças, entre elas uma que preocupa os órgãos de vigilância sanitária quando o assunto é zoonose: a da leishmaniose visceral canina, doença transmitida pelo mosquito-palha que afeta homens e animais – e pode ser fatal em ambos os casos.

É que não havia tratamento reconhecido pelo Ministério da Agricultura para a doença, o que obrigava o dono do animal diagnosticado a sacrificar o “melhor amigo” para proteger a saúde da família – obrigado pela legislação vigente. Mas, em setembro do ano passado, o Ministério aprovou a comercialização do Milteforan, uma das drogas mais utilizadas na Europa para o tratamento da doença, desenvolvida pelo grupo de pesquisas da Brasilleish, com o apoio do laboratório Virbac. O problema, apontam especialistas, é que muita gente não sabe disso e continua sacrificando os animais diagnosticados com a doença.

Além disso o especialista em infectologia e imunização animal, médico veterinário Paulo Tabanez, alerta para outro problema: a falta de adesão à vacina que protege contra a leishmaniose. Segundo ele, muitos proprietários de cachorros desconhecem a vacina, no mercado desde 2008. “Quando os donos procuram uma clínica veterinária para realizar as vacinas dos pets, muitas vezes o veterinário se esquece de orientar sobre a imunização contra a leishmaniose. A vacina não previne o contato, mas previne que o animal fique doente”.

Segundo ele, existem três tipos de vacina contra a leishmaniose: duas desenvolvidas na Europa e uma no Brasil. Mas antes de realizar a primeira dose da vacina, é necessário que o cão passe por um exame sorológico. Caso o resultado da triagem para doença seja negativo, o animal poderá ser vacinado contra a leishmaniose.

Cronograma

Só cães acima de quatro meses que tiverem o resultado do exame sorológico negativo podem tomar a vacina, segundo Paulo Tabanez. Na primeira vez, o animal precisa tomar três doses da vacina. “A primeira dosagem é após o resultado dos exames, a segunda dosagem após 21 dias da primeira dose e a terceira também. Depois, o reforço é anual”, explicou.

FONTE: acritica

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