sábado, 5 de novembro de 2016

Manifestação Nacional Contra a Vaquejada

Duas manifestações estão sendo organizadas. ESTA AQUI é no dia 27/11.


 ENTREM NO LINK para saberem da que vai rolar no dia 13/11


Matéria importante:Veterinários mineiros se unem contra a vaquejada e sofrem represálias

Mesmo após o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) se posicionarem contra a prática da vaquejada no Brasil, tendo em vista os evidentes maus-tratos sofridos pelos animais, dez projetos ainda tramitam no Senado e na Câmara Federal propondo sua regularização. Em audiência pública realizada no último dia 25, tornou-se explícito que a preocupação dos manifestantes não visa o bem-estar animal, mas sim, os seus interesses pessoais. Inúmeros bovinos e equinos foram submetidos a mais de 25 horas de viagem, percorrendo cerca de 2000 quilômetros do
Ceará a Brasília, em pé, amontoados nas carrocerias dos caminhões, sob sol escaldante. Ainda assim, o que se pretende é tornar tamanha crueldade em atração artística e cultural. No entanto, segundo a advogada Fernanda Bouchardet, juridicamente, quem perdeu não tem mais recurso. “Assim como a farra do boi e as rinhas de galo, agora a vaquejada está no rol dos crimes de maus-tratos, proibidos em território nacional e passíveis de punição. O próximo passo seria a fiscalização em cada estado e no DF, pois agora a prática é ilegal”, diz. A People for the Ethical Treatment of Animals (PETA), órgão mundial de defesa animal, declarou que o objetivo é que esse tipo de atividade seja extinto em todo o planeta. “A Suprema Corte tomou a decisão correta ao poupar os animais do terror e tormento de serem perseguidos e maltratados em uma arena, muitas vezes sofrendo ferimentos mortais”, declarou.

Em Minas Gerais, a decisão do Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV-MG) de apoiar a vaquejada causou espanto. “Nossa opinião sequer foi consultada, portanto, eles não nos representam”, diz a veterinária Marcela Ortiz. Diante disso, a classe criou um grupo que não apoia a mudança da Constituição Federal em prol da regularização. “O marketing da indústria de produtos de origem animal, vende a falsa ideia de que o alimento que está no prato foi um ser muito feliz, criado com todos os seus direitos respeitados. O que é uma grande mentira”, diz o veterinário Leonardo Maciel. O que reforça a frase emblemática dita, certa vez, por um dos editores de uma das mais importantes revistas sobre animais criados para consumo : “Uma das melhores coisas na moderna pecuária é que a maioria das pessoas não têm ideia de como os animais são criados e processados”. A decisão dos veterinários de ser contra a vaquejada gerou polêmica. “Alguns membros do grupo já estão sendo perseguidos, até mesmo por colegas de profissão. Mas vamos seguir firmes. Somos terminantemente contra a crueldade animal”, diz a veterinária Michelle Resende.

No Brasil, 95% das galinhas poedeiras (usadas para produzir ovos) são mantidas em gaiolas minúsculas, sem poder andar ou esticar completamente as asas. Já para porcas, 99% da produção nacional é feita em gaiolas, em que o animal não pode sequer dar uma volta ao redor do próprio corpo. Práticas dolorosas como marcação de bovinos a ferro, chifres queimados para que não cresçam e castrações sem anestesia também são comuns. Os suínos têm suas caudas e dentes cortados ou lixados e os testículos removidos. As galinhas têm os bicos cortados com uma chapa quente de metal. Pintinhos machos – que não têm utilidade na produção de ovos – são triturados vivos logo após o nascimento. Frangos de corte são geneticamente selecionados para crescer 70 vezes o seu tamanho inicial em pouco mais de um mês. Com o aumento de peso, não conseguem se levantar. Muitas vezes morrem prematuramente, tendo em vista que os corações pequenos não conseguem oxigenar apropriadamente seus corpos. O mesmo ocorre com os patos que têm ração inserida por um tubo diretamente em seu esôfago, inúmeras vezes ao dia, para que o fígado cresça e se transforme no foie gras, patê vendido a preço de ouro. Vacas leiteiras passam por seleção genética e recebem hormônios para produzir leite, o que aumenta a incidência de mastite, inflamação dolorosa das tetas. Os bezerros são separados das mães horas depois de nascer, causando estresse e tristeza nos animais. Todos eles com um único destino: o abate. Sem dúvida, regulamentar a vaquejada é ser conivente com toda espécie de sofrimento. Até quando o ser humano vai seguir torturando outras espécies?

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