terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Estudo diz que cosméticos para bebês são ricos em substâncias potencialmente perigosas.


ONG examinou 341 produtos cosméticos para bebês em julho e agosto de 2015

Ainda há uma quantidade elevada de substâncias químicas potencialmente perigosas ou alergênicas para os bebês nos cosméticos usados cotidianamente, como xampus, produtos para banho ou toalhas umedecidas - segundo um estudo divulgado nesta segunda-feira. 

A ONG Women in Europe for a Common Future (WECF) examinou 341 produtos cosméticos para bebês em julho e agosto de 2015 vendidos nas farmácias, supermercados e lojas especializadas na França. 

Na base de estudos científicos e avaliações das autoridades sanitárias da União Europeia e da França, esta ONG classificou os ingredientes que compõem os produtos segundo três categorias: "risco elevado", "risco moderado" e "risco baixo ou não identificado". 

Os resultados desta pesquisa mostram que a grande maioria dos produtos (299) são compostos por ingredientes de risco elevado. 

"Encontramos três ingredientes ou famílias de ingredientes classificados como "risco elevado" em 299 produtos: um alergênico por contato (a metilisotiazolinona) em 19 produtos, dentre os quais sete lenços umedecidos; um conservante de efeitos tóxicos sobre a reprodução (o fenoxietanol) em 54 produtos dos quais 26 lencinhos; fragrâncias em 226 produtos, implicando riscos potenciais de alergias", explica a WECF em comunicado. 

A ONG também encontrou quatro ingredientes ou famílias de ingredientes classificadas de "risco moderado" em 181 produtos: o EDTA, um composto muito presente em xampus e sabonetes líquidos, sulfatos (laureth e lauryl sulfato) que são agentes espumantes potencialmente irritantes, óleos minerais, provenientes do petróleo, que poderiam ser contaminados por impurezas. 

A ONG, que se apoia numa rede internacional de 150 organizações ambientais e femininas presentes em 50 países, pede "a proibição de três ingredientes de risco elevado em todos os cosméticos destinados às crianças menores de três anos". 

Fonte: www.diariodepernambuco.com.br

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