quarta-feira, 25 de março de 2015

CARTA PÚBLICA AO POVO CARPINENSE E À CÂMARA MUNICIPAL DE VEREADORES DO CARPINA

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Os/as militantes e ativistas sociais vêm a público reafirmar a necessidade da garantia dos direitos humanos, básicos e fundamentais para uma sociedade que respeite a diversidade de gênero, sexual e humana, a livre expressão, o amor livre e, inclusive, com políticas públicas de qualidade, socialmente referenciada para todos e todas, principalmente as lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e trangêneros (LGBT).

Os/as cidadãos/cidadãs do Carpina, repudiam as manobras realizadas por alguns políticos, que se autoproclamam defensores da moral, dos bons costumes e da família tradicional, mas que, ao verbalizar o preconceito contra a comunidade LGBT, estão estimulando o ódio, o desrespeito e as violações de direitos com essa parcela da população, historicamente discriminada e vulnerável da sociedade, na maioria deles e delas, pretos e pobres. A pauta de lutas incide sobre o reconhecimento das pessoas LGBT como sujeitos de direitos, sobretudo o direito a amar e ser amado.

Solicitamos, dessa forma, em nome de todos e todas que se sentiram coagidos/as diante das palavras agressivas e preconceituosas de um representante do povo, que utilizou o direito de voz concedido pelo povo (inclusive os LGBTS) para violentar o direito das minorias e, assim, incitar o ódio, a discriminação e a violência de gênero, que a Câmara Municipal de Vereadores do Carpina tome um posicionamento em relação ao depoimento do vereador Tota Barreto (PSB) que, reafirmamos, utilizando o seu mandato e a tribuna desta Casa do Povo, convocou a população a se rebelar contra o “beijo gay", o que representou um retrocesso e um claro e evidente ataque à diversidade. Pedimos que seja convocada uma audiência pública sobre o tema e que a sociedade civil possa participar através dos movimentos e entidades sociais com direito a fala.

Defendemos e reforçamos, nesse sentido, que as pessoas LGBT não tenham medo de andar de mãos dadas, beijar e fazer as mesmas carícias que outros casais podem trocar em locais públicos. Ninguém tem o direito de pedir que você pare de fazer aquilo que é permitido aos demais. Expressar seu carinho não significa agredir ninguém e você não precisa ficar constrangido por isso. Se você sofrer preconceito, discriminação e/ou violência em razão da sua sexualidade em qualquer lugar público, não se cale: denuncie. Quando você se deparar com uma pessoa que utiliza das redes sociais ou qualquer outra manifestação homofóbica na internet e outros meios, denuncie.

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