domingo, 25 de agosto de 2013

Notícia: Primeiros momentos de Edílson da Ambulância livre!

 


Na última sexta-feira (23/08), estive visitando meu irmão e amigo Edílson da Ambulância. Ele que passou 53 dias no Cotel.

Algumas horas com ele, pude observar a receptividade do povo carpinense, as pessoas abraçavam, cumprimentavam, ovacionavam quando passávamos de carro e ele, óbvio feliz da vida e cheio de otimismo com o carinho das pessoas.

Junto com Edílson acompanhei a alegria de seus animais ao vê-lo pela primeira vez após sua liberdade.

Perguntei a ele à respeito de sua postura diante daqueles que ele considera terem lhe traído e ele simplesmente disse que não deseja mal a ninguém, que no cristianismo não há espaço para vingança e que quem é mal por si se destrói. Ponto final.

Edílson disse que foram 53 dias que equivaleram a 50 anos porém disse que houveram momentos de descontração na reclusão. O ex-presidente da câmara de vereadores do Carpina disse que contou e escutou histórias de muitas vidas. "Tem pessoas que percebemos que estão naquele lugar injustamente esperando por justiça"- disse ele.

Uma grande angustia de Edílson era a preocupação com os filhos: " Familiares cuidando é uma coisa, mas eu (pai) sou outra."- disse.

Falando em familiares eu disse o quanto ele é importante para seu irmão Genílson  pois pude acompanhar sua angustia ao que ele grato disse: "Ele é um pai!."

Entre os amigos que visitaram Edílson depois que ganhou de volta sua liberdade, estão o deputado estadual Antônio Moraes e a vice-prefeita Marta Guerra.

Edílson disse que neste domingo estaria em almoço com familiares, entre eles seu genitor. Nada mais justo.

Eu disse a ele que pagava pra ver a cara dele ao receber a notícia de que estava livre e ele com sorriso me disse: "Ôh! Um companheiro me disse na hora: Você precisa ver sua cara!- e eu disse: Me arruma um espelho."

Edílson disse que a ânsia de viver (natural para quem ficou recluso por quase 60 dias), é grande.

Pra terminar perguntei qual a primeira coisa que ele fez ao ser solto: "A primeira coisa que fiz foi agradecer muito a Deus" - finalizou Edílson.

Por Danielle Nurse.

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