terça-feira, 25 de abril de 2017

Debate sobre diversidade religiosa movimenta Reunião Plenária

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Imagem: Conexão.cpb

O líder da bancada evangélica da Alepe, deputado Pastor Cleiton Collins, do PP, comentou a recomendação do Ministério Público de Pernambuco de proibir manifestações religiosas dentro da Câmara de Vereadores do Recife. Cleiton Collins disse que é preciso valorizar a liberdade de expressão. “A gente tem que ter um certo cuidado para que não possa haver, a partir daí, uma perseguição religiosa. Nós estamos num país laico, mas um país também cristão e que respeita a fé de cada um.
O deputado pediu apoio dos parlamentares à iniciativa da vereadora Missionária Michele Collins, também do PP, que solicitou à Procuradoria Geral do Estado a realização de uma audiência pública, para debater o tema com mais profundidade.
Edilson Silva, do PSOL, também tratou de temas ligados à liberdade religiosa. Ele rebateu as acusações de desrespeito durante uma audiência pública realizada na Alepe para tratar do projeto conhecido como “Cura Gay”. A matéria, de autoria do deputado federal Pastor Eurico, do PHS, foi questionada pelo Conselho Regional de Psicologia, que entende que a orientação sexual não pode ser tratada como doença. O deputado Pastor Cleiton Collins disse ter sido desrespeitado durante a audiência, mas Edilson Silva rebateu as críticas.
“Primeiro, é preciso se estabelecer que esta Casa é uma Casa de consenso, de acordos, de desacordos e descensos e que nós temos que estar habituadas, habituados, ao descenso também. Esta Casa não pode ser algo que tenha apenas o aplauso, esta é uma Casa de representação do povo.”
Silva pediu tolerância dos deputados em relação às demandas populares apresentadas na Alepe. “É muito natural que a população venha para cá e também desabafe e nós também com isso temos que saber agir com bastante equilíbrio, porque o nosso povo está sendo massacrado, oprimido, explorado.”  
Em aparte, a deputada Teresa Leitão, do PT, qualificou o projeto do deputado federal Pastor Eurico como uma agressão à Constituição e à tolerância. Para Terezinha Nunes, do PSDB, o esclarecimento feito por Edilson Silva foi importante. A parlamentar defendeu que haja equilíbrio nas discussões da Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da Casa. Bispo Ossesio Silva, do PRB, afirmou que é preciso aprender a conviver com o outro, porque o estado é laico.

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