quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Construção da Fiat empregará 7.372 pessoas

Prioridade para ocupar as vagas é de quem mora em uma das 13 cidades no raio de influência da Fiat (de Goiana a Abreu e Lima e Timbaúba) e já se capacitou para as obras / Guga Matos/JC Imagem


A construção da fábrica da Fiat em Goiana, um colosso de R$ 4 bilhões, empregará 7.372 pessoas. Serão abertas vagas para 1.571 ajudantes, 1.458 serventes e 1.148 pedreiros, apenas para citar alguns exemplos. A prioridade é para quem mora em um dos 13 municípios no raio de influência da Fiat (de Goiana a Abreu e Lima e Timbaúba) e já recebeu capacitação para as obras. Mas a Fiat admite que parte do pessoal treinado, 6.782 pernambucanos, já foi absorvida pelo mercado, o que abre a chance para quem mora ao norte do Grande Recife e em municípios próximos de Goiana, na Zona da Mata, de entrar na futura disputa por emprego.
As obras da Fiat eram esperadas para abril passado. Mas apenas no último dia 17 começou a instalação de seu escritório administrativo em Goiana, um galpão de 2 mil metros quadrados que será usado por 160 funcionários do grupo italiano durante a construção da fábrica pernambucana.

Enquanto a pernambucana Quality Empreendimentos trabalha no galpão, a Fiat ainda não divulgou qual construtora será responsável pela fábrica em si, de onde sairão até 250 mil veículos por ano, a partir de 2014. Mas a empresa apresentou um “mapa do emprego”, no seu processo de licenciamento ambiental – as oportunidades trabalho você lê no quadro ao lado.
Procurada, a Fiat respondeu por nota. No texto, informa que a futura construtora da fábrica é quem “recorrerá ao banco de dados que o governo do Estado gerou com o processo de capacitação”, que formou pessoal em Aliança, Araçoiaba, Camutanga, Condado, Ferreiros, Goiana, Igarassu, Itamaracá, Itambé, Itapissuma, Itaquitinga e Timbaúba.

Mas a própria empresa pondera que parte desse mesmo pessoal capacitado não está mais disponível e já foi absorvido por outras obras em andamento, como a da fábrica da Companhia Brasileira de Vidros Planos (CBVP), também em Goiana. Por isso, a construtora poderá recorrer a outros canais de contratação, como a Agência do Trabalho.
“Sabe-se que muitos desses profissionais (capacitados pelo Estado) já estão atuando em outras empresas, devido à grande demanda de contratações em Pernambuco. Portanto, caso haja necessidade, a construtora também buscará mão de obra especializada de acordo com o desenvolvimento da obra”, diz a Fiat, em nota, ao JC.

O presidente da Agência de Desenvolvimento de Goiana (AD Goiana), Rodrigo Augusto, enfatiza que a prioridade será para gente da região, mas concorda que parte do pessoal treinado para trabalhar na fábrica já foi contratada em outras obras. “A nossa expectativa é de que não haja mais interrupção no cronograma da montadora”, comenta Rodrigo.
Confira o hotsite da Fiat e tire suas dúvidas sobre a obra.
Fonte: NE10

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