terça-feira, 26 de julho de 2016

Após declarar que ela era a vergonha das mulheres, união de Botafogo e Marta Guerra vira chacota em Carpina.


Na verdade essa é só mais uma história em Carpina de políticos que dizem coisas absurdas uns contra os outros e depois levantam a bandeira branca da paz como se tudo tivesse sido uma briguinha á toa.
Justificativa provavelmente tem. União pelo bem do povo, em prol do bem estar da comunidade. Mais ou menos o discurso é este. Não estou aqui para julgar ninguém. Apenas para refletir neste último acontecido e lembrar pela milésima vez que devemos ter cuidado com o que dizemos contra nossos adversários em rádios e palanque para não desmoralizarmos a nós mesmos. Carpina se lembra quando o deputado Botafogo na época prefeito de Carpina, disse e repetiu que a vice-prefeita na época vereadora, era a vergonha das mulheres de Carpina, e depois disso vieram uma sequência de farpas e acusações entre as famílias e o esposo da vice-prefeita  chegou até interferir na briga com acusações pesadas. A ponto de dizer que o deputado poderia sair da cidade preso pela polícia federal. E agora? Como subir no palanque deste homem que segundo ele é, ou era? suspeito de... bem deixa pra lá.

Do outro lado o deputado chegou lembrar de sua época de funcionário do engenho canadá, na época de propriedade da família Guerra e as lembranças não foram tão boas. Ele ainda subiu em palanque  e chamou a vice-prefeita de invejosa. Diante de tudo isso não sei o que é mais chocante, se é a vice-prefeita subir no seu palanque ou ele depois de dizer que ela era a vergonha das mulheres no passado, dizer que se ele não fosse pré-candidato a prefeito e a vice-prefeita fosse, ela seria sua candidata...Mudança radical hein? Para votar nela para prefeita o conceito de vergonha das mulheres foi para o ralo.

Repito que a intenção da matéria não é julgar seu Manuel e muito menos dona Marta que de certa forma foi exaltada pelo deputado com as voltas que mundo deu que terminou voltando atrás no que disse, não sei se no lugar dela aceitaria essa volta sabendo-se que o deputado teve a humildade de pedir desculpas pessoalmente pelo acontecido mas que perdoar não é dar chance de fazer de novo, mas, cada um com suas escolhas, frutos de seus motivos. Estou apenas como você que está lendo essa matéria refletindo o quanto vale a pena serem ponderadas nossas palavras durante uma divergência política. Aqui em Carpina  já vi gente chamando outro de assassino e hoje estarão no mesmo palanque, já vi gente dizendo que o ex-adversário era como um dedo cortado e que dedo não pode ser reimplantado, depois a mesma pessoa estava dizendo que ia dar um cheiro na careca do adversário já que no momento era aliado novamente e muitos outros casos patéticos e hoje vejo muita gente bancando o bam bam bam, criticando a atitude da vice-prefeita para lá na frente, daqui há alguns anos pagar a língua! Só estou observando e gravando, arquivando!

Um comentário:

  1. Você disse muito bem em suas palavras, Dani. Não estamos aqui para julgar. Sei de coisas de bastidores da nossa política carpinense que fariam o Cristo Redentor fechar os dois braços só pra segurar o queixo.
    Sinceramente, sendo eu mulher, militante, que luta pela igualdade de gênero e contra a misoginia, essa aliança me ofende sobremaneira. É uma ofensa a toda mulher que luta pelo seu lugar. Daí você pode me cobrar sororidade e eu te digo: num caso desses, não. Beijo!

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