sábado, 7 de agosto de 2010

Ditadura em Carpina


A coordenadora da associação dos idosos do Carpina, professora Selma Spinelli, foi comunicada esta semana pela secretária de assistência social da cidade, que havia sido exonerada do cargo. Motivo: Uma festa realizada na granja da vereadora Marta Guerra em homenagem ao dia da vovó, em que esteve presente o candidato a deputado estadual Antônio Moraes, concorrente do filho do prefeito. Vale lembrar que a festa não teve fins políticos e que o candidato não discursou em nenhum momento. Você que lê esta postagem ainda não entendeu? Eu explico! O fato é que já há algum tempo há uma richa do prefeito com a vereadora Marta Guerra que fez um trabalho muito, indiscutivelmente superior ao da atual secretária á frente de secretaria de ação e assistência social do município, a richa começou na verdade por um motivo que até o momento não foi esclarecido mas quem está por dentro dos problemas e da rivalidade que certa ex secretária da prefeitura gerou, sabe bem o motivo: CIÚME! Mas não é o momento de entrar em detalhes. O fato é que a situação piorou 100% depois que a vereadora optou por apoiar para deputado estadual o candidato a deputado Antônio Moraes ao invés  do filho de prefeito. Á partir de então deu-se a desgraça dentro da prefeitura, os funcionários (principalmente os contratados) passaram a sofrer todos os tipos de preseguição, sendo coagidos e ameaçados de todas as formas. Instalou-se a ditadura: Ou joga-se na cartilha do prefeito ou rua. A realidade é que os funcionários vem sendo coagidos descaradamente. No caso da professora Selma não foi diferente. Segundo relato da mesma, ela foi chamada esta semana no gabinete da secretária de ação social a também professora Milca Maria e informada pela própria de que estava sendo exonerada do cargo naquele momento, com a justificativa de que Selma deveria apoiar o candidato do prefeito. Isso é crime!!! A professora Selma durante muito tempo trabalhou voluntariamente, sem receber nada por isso e muito emocionada declarou: "Não fui escolhida pela prefeitura para assumir o cargo, e eles não tem direito de fazer isso. Ela (Milca) mandou que eu fosse assinar os papéis de recisão de contrato, mas não vou assinar pois não pedi para sair." A professora disse ainda que vai recorrer ao orgão competente. Pra que os leitores etendam, a professora não foi escolhida pela prefeitura, e trabalhou voluntariamente com os idosos durante muito tempo sem um local fixo até o prefeito sugerir dar a professora uma gratificação pelo trabalho e pagar um aluguel onde os idosos pudessem se reunir. A professora declarou ainda que vai esvaziar a casa onde eram realizadas as reuniões pois tudo foi conseguido por ela nesse meio tempo. Ontem durante entrevista a rádio Alternativa FM além da professora Selma e de ouvintes que se mostraram solidários a professora, idosas também mostraram sua revolta: "A onde ela for nós iremos atrás, ela(a secretária Milca) pode botar  quem ela quiser para substituír Selma, que com certeza ela ficará sozinha na casa." disse uma idosa revoltada.

Obss:
  • Parece que o prefeito é mesmo um traíra! É bom que não esqueçamos que além do fato de Selma com toda sua competência ter ajudado a elevar a administração do prefeito, a professora trabalhou muito na campanha do mesmo.
  • Para quem não sabe o prefeito tem coagido a professora há muito tempo, chegou á um determinado tempo atrás, sugerir com todas as letras que Selma deveria proibir a vereadora Marta Guerra de entrar na casa do conselho do idoso. Pasmem! É óbvio que a professora não aceitou alegando que a vereadora foi uma das pessoas que ajudaram e ajudam até hoje para que o projeto permaneça.
  • No dia do almoço da vovó que causou todo o reboliço, o prefeito foi visto passando em frente ao local da festa dando aquela espiadinha, provavelmente jurando que não estava sendo visto...Rsrsrs.
  • No mesmo dia inclusive, foi realizado um evento em prol da campanha do filho do prefeito, e um passarinho me contou que diferente do sucesso do almoço oferecido as vovós, o evento do baby dele foi uma negação.

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